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☼ participação especial de Luis Veiga ☼

 ☼  Exposiçaõ "40 anos do 25ABR1974
O Reitor da Universidade de Lisboa e o Presidente da Direção da Associação 25 de abril convidam toda a Comunidade Académica, para a inauguração da exposição comemorativa dos 40 anos do 25 de abril de 1974, que terá lugar no dia 5 de fevereiro, às 17h00, no Átrio da Reitoria da ULisboa.

A exposição consiste num painel realizado em 1982 por vários artistas portugueses durante as comemorações do 8.º aniversário da revolução dos cravos, em Santarém. No dia 5 de fevereiro comemora-se igualmente, os 40 anos de uma das reuniões conspirativas, do Movimento dos Capitães, que levou ao 25 de abril de 1974.

cid:96F08BA7-0B52-403B-9AF0-82F88A95442F            
Alameda da Universidade - Cidade Universitária
1649-004 Lisboa - PORTUGAL
T. +351 217 967 624
E. comunicacao@ulisboa.pt
www.ulisboa.pt

 
☼  Artigo de Eugénio Rosa censurado no "Público" 
Caro (a) amigo (a)
O Secretário de Estado da Administração Pública, agora na sua cruzada contra os trabalhadores da Função Pública, divulgou , em 2 de Outubro de 2013, no jornal "Público" mais um dos seus ataques contra os trabalhadores.
Em 6-10-2013 enviei à diretora do Publico uma resposta a esse artigo de Hélder Rosalino, até porque sou visado nesse artigo, onde procuro repor a verdade sobre as questões que foram enviesadas e sobre os ataques não fundamentadas do Secretário de Estado. Até a esta data o "Publico" não publicou a minha resposta, mostrando assim que o Publico só aceita uma " verdade" (a do governo), mas prestando um maus serviço aos jornalismo e aos seus leitores. 
Por isso peço a V/ ajuda na divulgação desta resposta ao artigo de Hélder Rosalino em que os trabalhadores da Função Pública são mais uma vez atacados e maltratados por este governo que recorre mesmo a argumentos falsos e a mentiras na sua campanha contra a Administração Pública visando virar a opinião pública contra ela e contra os seus trabalhadores.
Com consideração 
Eugénio Rosa Economista



☼ SCURT 
Caro(a) amigo (a)
Envio em anexo alguns dados e reflexões sobre a conferencia de imprensa dada por Paulo Portas no domingo para uma melhor compreensão do que ela teve de verdadeiro e falso. Espero que seja útil. 
Com consideração 
Eugénio Rosa
 

☼ Momento alto da corrupção em Portugal...

segunda-feira, 14 de Outubro de 2013 22:07

- Impunidade, Falência e Vergonha 
Já tinha circulado em tempos. Mas convirá recordar que os do PS não fariam destas coisas, pois não! Aliás… houve alguma condenação?!
Então… Sem comentários!!!
Gestores com oito cartões de crédito os ex-administradores da GEBALIS (empresa municipal da CM Lisboa) Francisco Teixeira, Clara Costa e Mário Peças receberam, entre Fevereiro de 2006 e Outubro de 2007, oito cartões de crédito daquela empresa municipal.
O limite de crédito atribuído àqueles ex-gestores oscilou entre cinco mil euros e dez mil euros por mês.
O despacho de acusação do Ministério Público, a que o CM teve acesso, diz que, 'no início do mandato, a cada um dos arguidos foram fornecidos cartões de crédito', apesar de haver 'uma omissão legal e dos próprios Estatutos da Gebalis [sobre essa regalia]', segundo o relatório da Polícia Judiciária.
A Francisco Ribeiro, ex-presidente da Gebalis, foram dados, segundo o despacho de acusação, três cartões de crédito: um do BES com limite de 7.500 euros, um do BPI com 10.000 euros e um do Millennium bcp com 5.000 euros.
Mário Peças, ex-vogal da empresa, teve também três cartões de crédito: um do BES com 7.500 euros, um do BPI com 10.000 euros e um do Millennium bcp com 5.000 euros.
Clara Costa contou com um cartão de crédito do BES com um limite de crédito de 7.500 euros e outro do Millennium bcp com 5.000 euros.
À excepção do cartão de crédito do BPI atribuído a Mário Peças, todos os cartões tiveram vários números e diferentes datas.
Com os respectivos cartões de crédito em seu poder, cada um dos arguidos decidiu que os utilizaria para pagamento das despesas relativas a refeições suas e com amigos e outras pessoas de cujo convívio poderiam beneficiar no seu percurso profissional, político ou financeiro, quer nos dias de trabalho, quer em férias ou fins-de-semana, quer, ainda, no decurso de viagens ao estrangeiro', precisa o despacho de acusação do Ministério Público.
Ontem, Clara Costa manifestou a sua 'total inocência'. 
☼ REFEIÇÕES
Clara Costa
a) De Março de 2006 a Outubro de 2007, Clara Costa gastou 11 530 euros em refeições com o cartão de crédito.
b) 40 145 euros foi a despesa de Mário Peças em refeições, de Março de 2006 a Outubro de 2007, com cartões de crédito.
b) 12 738 euros foi o gasto de Francisco Ribeiro em refeições, de Março de 2006 a Outubro de 2007, com cartões de crédito.

☼REFEIÇÕES EM RESTAURANTES DE LUXO 

☼Restaurante / Data /  Hora / Valor 
 ♥ MÁRIO PEÇAS
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 11-02-006 / 17h12 134,50 euros+10,5 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 05-03-2006 / 17h09 304,40 euros + 25,6 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 29-04-2006 / 15h10 233.55 euros + 16,45 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 21-05-2006 / 16h05 237.75 euros + 12,25 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 10-06-2006 / 15h20 217.60euros + 12,4 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 13-06-2006 / 15h32 261.70 euros + 18,3 euros gratificação Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 09-07-2006 / 15h37 253.20 euros + 16,8 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 27-08-2006 / 15h23 247.85 euros + 22, 55 euros de gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 11-11-2006 / 16h56 372.35 euros + 27,65 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 25-11-2006 / 16h25 305.40 euros + 24,6 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 14-01-2007 / 16h35 281.20euros + 38,8 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 05-05-2007 / 16h25 325 euros + 25 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 13-06-2007 / 16h01 287.30 euros + 22,7 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 29-09-2007 / 14h43 251.45 euros + 28,55 euros gratificação
Porto Sta Maria (Estrada do Guincho) 20-10-2007 / 16h11 310.85 euros + 29,15 euros gratificação

Gambrinus (Luxo) 01-12-2006 / 16h09 223.50 euros + 16,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 04-12-2006 / 15h58 142 euros + 18 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 14-12-2006 / 16h42 471.20 euros + 28,8 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 05-01-2007 / 15h27 206.50 euros +23,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 29-01-2007 / 16h52 262.50 euros + 27,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 01-03-2007 / 15h36 212.50 euros + 17,5 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 08-03-2007 / 15h42 225 euros + 25 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 10-03-2007 / 15h04 180.890 euros + 39,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 27-03-2007 / 21h50 147 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 28-03-2007 / 14h54 185.30 euros +14,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 18-04-2007 / 16h00 458.60 euros + 21,3 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 25-05-2007 / 14h59 318 euros +32 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 12-06-2007 / 22h52 206.90 euros + 13,1 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 25-07-2007 / 15h13 129.40 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 01-08-2007 / 16h06 209.40 euros + 10,6 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 28-08-2007 / 15h25 167.60 euros + 15 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 29- 08- 2007 / 14h56 141 euros + 19 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 18-09-2007 / 15h56 217.30 euros + 22,7 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 17-10-2007 / 15h38 151 euros
Varanda da União s/ data 106 euros + 9 euros gratificação
Varanda da União 20-02-2006 137.75 euros + 12,25 euros gratificação
Varanda da União 16-03-2006 212 euros + 18 euros gratificação
Varanda da União 29-05-2006 141.50 euros + 13,5 euros gratificação
Varanda da União 26-06-2006 90 euros + 10 euros gratificação Varanda da União 30-10-2006 817 euros + 53 euros gratificação
Varanda da União 29-11-2006 112 euros + 13 euros gratificação
Varanda da União 18-12-2006 223.25 euros + 21.75 euros gratificação
Varanda da União 10-04-2007 204 euros + 16 euros gratificação
Varanda da União 17-04-2007 110 euros + 10 euros gratificação
Varanda da União 10-08-2007 153.25 euros + 16.75 euros gratificação
António do Barrote 03-08-2006 125.95 euros + 14.05 euros gratificação
António do Barrote 17-08-2006 208.95 euros + 11.05 euros gratificação
António do Barrote 18-01-2007 144.50 euros + 15.5 euros gratificação
António do Barrote 13-03-2007 188.85 euros + 21.15 euros gratificação
António do Barrote 29-05-2007 160.85 euros + 14. 15 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações) 01-09-2006 96.10 euros + 8,9 euros gratificação
Sabores, Artes, Imagens (Parque das Nações) 07-09-2006 65 euros + 5 euros gratificação
Restaurante o Terreiro do Paço 31-10-2006 213.30 euros + 11,7 euros gratificação
O Nobre 02-11-2006 190 euros + 9,12 euros gratificação
O Nobre 13-11-2006 149.30 euros + 10.7 euros gratificação
Jardim Visconde da Luz (Cascais) 05-11-2006 198.90 euros + 11,1 euros gratificação
Restaurante A Gondola 15-11-2006 105.30euros + 24.7 euros gratificação
Atanvá 30-11-2006 89.70 euros + 5,3 euros gratificação Atanvá 29-03-2007 194.70 euros + 25.3 euros gratificação
Atanvá 30-07-2007 62.20 euros + 17,8 euros gratificação
Atanvá 16-08-2007 62.30 euros + 7,7 euros gratificação
Atanvá 27-08-2007 72.55 euros + 7,45 euros gratificação
Atanvá 28-08-2007 114.50 euros + 10.5 euros gratificação
Atanvá 13-09-2007 152.90 euros + 17,1 euros gratificação
Atanvá 11-10-2007 56.80 euros + 8,2 euros gratificação
Antavá 23-10-2007 73.55 euros + 6.45 euros gratificação
Restaurante Paberesbares 12-12-2006 131.50 euros + 13.5 euros gratificação
Restaurante Paberesbares 03-10-2007 113 euros + 17 euros gratificação
Restaurante O Cortador 13-12-2006 152.20 euros + 17,8 euros gratificação
O Jacinto 15-12-2006 125 euros + 15 euros gratificação
O Jacinto 17-12-2006 98.95 euros + 10.05 euros gratificação
O Jacinto 11-04-2007 158.65 euros + 11.35 euros gratificação
Tico Tico 11-03-2007 97.95 euros + 12.05 euros gratificação
A Laurentina 13-04-2007 61.20 euros + 13.8 euros gratificação
Taberna Ibérica 04-06-2007 199.60 euros + 20.4 euros gratificação
O Mercado do Peixe 14-06-2007 160.68 euros + 17.32 euros gratificação
Le Petit 26-07-2007 68.20 euros + 6.8 euros gratificação
O Polícia 22-08-2007 152.20 euros + 17,8 euros gratificação
Casa Gallega 16-08-2007 227.90 euros + 7.1 euros gratificação
Marisqueira Cais Sodré 19-09-2007 89.10 euros + 10.9 euros gratificação Belcanto 27-09-2007 102 euros + 13 euros gratificação
Belcanto 24-10-2007 77 euros + 8 euros gratificação
1º Direito 04-10-2007 57 euros + 6 euros gratificação
O Galito 29-10-2007 57.55 euros + 7.45 euros gratificação
Ritz Four Seasons (Lisboa) 20-07-2006 321.75 euros + 28.25 euros gratificação
Ritz Four Seasons (Lisboa) 25-01-2007 110 euros
Sete Mares 16-04-2007 510.45 euros + 39.55 euros gratificação
Sete Mares 25-07-2007 251.25 euros + 18.75 euros gratificação
Vela Latina 31-03-2006 99.60 euros + 11,4 euros gratificação Tertúlia do Paço 20-03-2006 112.20 euros + 7.8 euros gratificação
Restaurante XL 27-03-2006 106.05 euros + 8.95 euros gratificação
Gambrinus (Luxo) 08-05-2007 / 15h43 170.10 euros + 14,9 euros gratificação
Restaurante Paberesbares s/ data 130.50 euros +9.5 euros gratificação
Varanda da União 06-09-2006 102.25 euros + 7.75 euros
Este jovem come caro. E muito, não vos parece??????
FRANCISCO RIBEIRO 
Francisco Ribeiro efectuou pagamentos de refeições, utilizando cartões de crédito do BES (...) a partir de 31-05-2007 (...), do BPI (...) a partir de Setembro de 2007 (...) e Millenium (...) a partir de Março de 2007, num valor mensal aproximado e distribuídos pelos seguintes números de dias:
Mês nº dias Valor/Mês
Março 06 13 794,00 euros
Abril 06 13 415,28 euros
Maio 06 10 321,35 euros
Junho 06 14 675,43 euros
Julho 06 13 302,19 euros
Agosto 06 8 629,29 euros
Setembro 06 14 729,27 euros
Outubro 06 9 297,98 euros
Novembro 06 8 163,41 euros
Dezembro 06 4 295,00 euros
Janeiro 07 4 158,00 euros
Fevereiro 07 6 245,00 euros
Março 07 7 508,00 euros
Abril 07 10 839,00 euros
Maio 07 13 1100,00 euros
Junho 07 13 610,00 euros
Julho 07 8 770,00 euros
Este outro, parece mais frugal!!!!!!!!!!!............. Estão a ver porque motivo há necessidade de retirar PENSÕES, reduzir SALÁRIOS, aumentar o IRS, etc., etc.?


☼ fio de prumo 
por: Paulo Morais, Professor Universitário Correio da Manhã 17/09/2013 
E AINDA ESTÃO A PENSAR CONTINUAR A VOTAR NO TRIO?
OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS DESTA SITUAÇÃO SÃO OS QUE PUSERAM LÁ ESTES POLÍTICOS!
Servos da dívida 
O desígnio maior das políticas do governo é o pagamento de juros. Os governantes reduzem assim cidadãos e empresas à condição de escravos ao serviço de agiotas. 
A intervenção externa, a que estamos condenados desde 2011, já teve por primeiro objetivo garantir que o estado português disporia de recursos para pagar os juros usurários a que se tinha comprometido ao longo dos anos, em particular nos últimos meses da era Sócrates. Os sucessivos empréstimos da troika não vieram resgatar o estado português, mas sim os bancos a quem este devia dinheiro. 
Com o resgate da banca veio o sequestro do estado português. A maior das despesas públicas é agora o pagamento de serviço da dívida, que orça em cerca de oito mil milhões de euros anuais. Mais do que à educação, à saúde ou à segurança social, os impostos dos portugueses destinam-se ao pagamento de dívidas mal contratualizadas ao longo dos anos. Gastar mais em juros do que em qualquer área social é irracional. Seria o equivalente, em termos de economia doméstica, a uma família despender mais em perfumes do que em alimentação. Para sustentar um orçamento monstruoso e enviesado, o governo endurece a carga fiscal, agrava o IVA na restauração, aumenta o IRS a quem ganha mil euros, baixa as pensões e as reformas. A quebra do poder de compra reflete-se na diminuição do consumo e consequente redução da riqueza do país. Fecham empresas, aumenta o desemprego. O modelo de gestão das finanças públicas destrói a economia. 
Cidadãos e empresas ficam assim sujeitos ao empobrecimento e reduzidos à condição de servidores do orçamento de estado. Até as verbas da segurança social são, de forma perversa, desviadas para títulos de dívida pública. Ao obrigar os pensionistas à condição de credores do estado, o governo inviabiliza qualquer renegociação de dívida. Pois doravante a redução de juros ou o alargamento da maturidade dos empréstimos virá prejudicar fortemente as reformas e pensões. Voltamos ao sistema feudal. Assim como na Idade Média rural os portugueses eram servos da gleba, hoje, em época de predomínio financeiro, estamos condenados à condição de meros servos da dívida.

COMENTÁRIO:
A Ainda, sim, ainda pensam em votar no trio. Voltaram a fazê-lo agora mesmo, nas autárquicas. É certo que com nuances de diferenças importantes – grave aumento de abstenção, de votos brancos e nulos neste tipo de eleições. Mas, na votação com votos válidos, não obstante a elevada perda de votação da troika instalada desde há 37 anos, na esmagadora maioria dos municípios virou o disco para tocar o mesmo. No meio dessa ilha de desastre sucessivamente repetido – valha-nos tal! – a CDU pontuou bem, convenhamos; tendo sido a única formação, a nível nacional, a aumentar simultaneamente… tudo: votos, mandatos, maiorias. Será uma blasfémia o que vou dizer, mas, onde a direita (mesmo que com máscara de esquerda) se instala pelo voto popular, não são os ricos que elegem os ditadores que desempenham o seu papel ainda melhor que os coronéis fardados; a tomada do poder pelos ditadores é possibilitada pelos pobres e remediados, todos eles pobres de espírito em primeiro lugar. Foi assim agora, tem sido assim e, por ora, vai ser assim: continuam a votar na troika PS, PSD e CDS. 
Luís Veiga - Póvoa de Santo Adrião, 14 de Outubro de 2013. 

☼ A MISSÃO NO MOSTEIRO DE CUCUJÃES

CONVITE
Vimos convidar V/ Exa. a assistir, no Mosteiro de Cucujães (Oliveira de Azeméis), à apresentação da reedição de “A Missão”, de Ferreira de Castro, e à representação teatral da sua adaptação, pelo CITEC.
Programa: 
- 19 de Outubro de 2013 (sábado) 21h15 Apresentação da nova edição de A Missão / O Senhor dos Navegantes, por Pedro Calheiros – Universidade de Aveiro 21h15
- “A Missão”, pelo CITEC – Centro de Iniciação Teatral Esther de Carvalho Concepção, dramaturgia e direcção de Deolindo L. Pessoa Termina às 23h15
O acesso é gratuito, limitado aos lugares disponíveis. 
O editor, Cavalo de Ferro (Lisboa), estará presente e aos interessados disponibilizará este título, esgotado desde há muitos anos. 
Local de acesso: porta ao lado da entrada da igreja do Mosteiro de Cucujães.  
Coordenadas: 40°52'0.83"N 8°29'49.73"W
Será bom contar com a presença de V/ Exa. 
Com os meus melhores cumprimentos, 
Carlos Alberto Castro 

Centro de Estudos Ferreira de Castro
Salgueiros I 3720-189 OSSELA I PORTUGAL I Tlf.: (00 351) 256 482 037 www.ceferreiradecastro.org / 
Siga-nos no Facebook, em Centro de Estudos Ferreira de Castro 

"Eu tenho a paixão das árvores, seria infeliz se vivesse num país desarborizado...", Ferreira de Castro, entrevista, 1973. Procuremos contribuir para a preservação florestal. Imprima este e-mail se for insubstituível o seu formato em papel. 

ALTERAÇÃO DE MORADA E CONTACTOS: se V/ Exa. mudar de endereço electrónico ou postal, por favor, informe-nos. 
NIB do CEFC: 0036 0375 9910 3169 13871, Montepio, Ossela 

Comentários:
1. É uma lufada de ar fresco na memória do cidadão antifascista e do escritor que foi Ferreira de Castro. Na «Missão» “condenou” toda a espécie de colaboracionismo com as tropas nazis invasoras da França, ainda quando o móbil, real ou aparente, fosse a salvação física da instituição onde se estivesse inserido, se tal conduzisse a perda de outros. Para que se saiba! Luís Veiga

2. Meus caros / Minhas caras Este convite é endereçado a todos os leitores de Ferreira de Castro, um escritor português muito esquecido por este povo de analfabetos, ignorantes e provincianos, que só liga ao que é escrito em inglês, para fingir que é "civilizado". Esperemos que a editora Cavalo de Ferro reactive a obra do grande escritor, o mais traduzido dos escritores portugueses até ao Prémio Nobel de Saramago. Um abraço. A. Mota Redol 

☼ A VACA QUE É RICA E A VIÚVA DO BANQUEIRO


☼ QUE SE LIXE A TROIKA

Remeto algumas fotografias da manifestação de hoje, em Lisboa. São da autoria dum especialista na arte da fotografia, com grande traquejo adquirido na Secção Fotográfica da Associação Académica de Coimbra nos negros tempos do fascismo.
Espero que o Zé Veloso, seu autor – que muitas vezes teve também a arte de escamotear ao faro dos pides as preciosidades que ia registando para a futura história da resistência ao fascismo pela academia de Coimbra –, espero, dizia, me conceda, a título posterior, a necessária licença para a sua divulgação, já que não lha pedi antecipadamente. 
Alguns "bonecos", resultado da forma como eu vi a manif de 2 Março...
Abraços
JV



☼ ESPANTOSO
Isto é que é transparência na utilização dos dinheiros públicos
Publicado no Jornal de Negócios 10 Julho 2013
António Costa recorre para o Constitucional e recusa mostrar relatório sobre obras em Lisboa.
A câmara da capital alega que está em causa uma diminuição "da autonomia que deve caracterizar o poder político". Em causa está um documento sobre obras públicas municipais, de 2011. 
A Câmara de Lisboa, presidida por António Costa, avançou com um recurso para o Tribunal Constitucional para travar sentenças judiciais que obrigam à divulgação de um documento interno da autarquia intitulado "Obras Públicas Municipais - Sobre o Estado da Arte", elaborado em 2011 pelo vereador Fernando Nunes da Silva, eleito pelo movimento Cidadãos por Lisboa", noticia hoje o jornal "Público". O documento em causa, apenas relevado parcialmente, foi inicialmente remetido à Comissão para a Promoção das Boas Práticas da Câmara de Lisboa e apontava falhas às práticas de contratação de empreitadas em vigor nos serviços da autarquia, nomeadamente número reduzido de concursos públicos face aos ajustes directos. 
O "Público" solicitou o acesso ao documento, mas sempre sem sucesso, apesar de uma deliberação positiva da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) - entidade que funciona junto da Assembleia da República - e de duas posteriores decisões judiciais também no mesmo sentido. A câmara avançou agora para o Constitucional por considerar, segundo o "Público", que a obrigatoriedade de divulgar este tipo de documentos "abre caminho a que todas as decisões políticas e documentos que as corporizam fiquem sujeitas ao escrutínio público e, eventualmente, judicial, o que irá conduzir, inevitavelmente, à diminuição/perda da autonomia que deve caracterizar o exercício do poder político". "Não se trata aqui de esconder o que quer que seja do domínio público, trata-se é de proteger a reserva das discussões e documentos de cariz político" destinados a ajudar na tomada de decisões, "essas sim públicas", sustenta igualmente a autarquia. 

☼ Governo recruta 2 especialistas de topo para renegociar Memorando da TROIKA


Palavras, para quê?
 Governo recruta dois especialistas de topo para renegociar Memorando da Troika.
Comentário:
Vem lá, no Diário da República. Por contraponto a classificá-los como especialistas saliento que se trata de dois “miúdos”. 
Estamos entregues aos bichos como se diz na minha terra!!!!!!
Isto sim, é experiência........ 


☼ Detidos os culpados da crise

☼ Arrogância à solta

 bilderberg 2013 com direito a festival


Comentário:
É uma mudança radical, esta passagem do segredo absoluto para a exposição total. Tal significará, digo eu, que os do clube estão seguros de que nada nem ninguém pode já alterar a execução dos seus desígnios. É assim como que uma avalanche de neve a escorregar pela montanha: nada se pode fazer para a deter. Póvoa de Santo Adrião, 18 de Julho de 2013. 

☼ Morte -  Ricos e Pobres 
 Até na morte somos diferentes! Isto veio via facebook e é por isso que estou a enviar para quem não usa.
Das desigualdades da morte

por Lúcia Gomes em 5DIAS.NET

Morreu António Borges
Certamente morreram muitos mais. Aqueles cujo nome não é passível de aparecer nos jornais. Nem nas televisões.
Mas o importante não é ele ter morrido, como morreu, como viveu (sobre isso os meus companheiros de blogue dirão bem melhor do que eu). O que eu quero sublinhar é a desigualdade da morte, de como se morre.
Não se pode dizer, para não ferir susceptibilidades, que me choca a forma como se morre em Portugal. Como um rico, com cancro, morre melhor do que um pobre. Aparentemente isto é raiva, ódio aos ricos. É falar sem racionalidade. Pois racionalidade é algo que nunca vi no tratamento de doentes crónicos, nomeadamente oncológicos, no nosso país.
E descrevo uma história que não é a minha. Tem todos os nomes, ou quase todos.
Em 22 de Março foi diagnosticado um cancro de pulmão, carcinoma de pequenas células, estágio IV ao meu pai. Era dia de greve geral. Terceiro aniversário da minha irmã. Abandonei os piquetes às cinco da manhã e parti para cima. O diagnóstico demorou meses. Desde infecções respiratórias, ataques de ansiedade (?), gripes. Meses até dizerem: cancro. O meu pai era já um doente de risco, sempre seguido no hospital dados os problemas cardíacos que tinha. Nunca ninguém detectou o cancro que lhe corroía as entranhas.
Nesse momento soube que o meu pai ia morrer em breve, embora nunca o tivesse verbalizado. Começou, pois, a saga dos tratamentos. Protocolos com quimioterapia e radioterapia. Medicamentos, atrás de medicamentos.
O meu pai acabava de concretizar o sonho de uma vida, licenciou-se em Direito. Velho demais para trabalhar, novo demais para a reforma, dizia-me, com os olhos pregados no chão «quem quer alguém com cancro?». Nunca lhe tinha ouvido nada derrotista. Desde o primeiro minuto, desde sempre, nunca desistia ou se sentia derrotado. Desta vez era diferente. Pronto para enfrentar o mundo e a doença, sabia bem das limitações.
Fomos então pedir a invalidez. A Segurança Social recusou. Sem subsídio de desemprego, sem pensão, a companheira desempregada de longa duração. Uma filha de três anos.
Os medicamentos eram pagos entre mim e a minha irmã. A família ajudava no que podia. O meu pai não tinha carro. A minha lata velha servia-lhe, enquanto pôde conduzir, para ir aos tratamentos (não há transportes públicos nem hospitalares). Acabada a quimioterapia, seguia-se a radioterapia paliativa. O hospital recusou. Era paliativa.
Levantámos uma tempestade, todos os órgãos de comunicação social se interessaram. O hospital voltou atrás. Foi ao IPO – Porto onde tinha que ficar todo o dia porque só havia um transporte para os doentes. Caso quisesse vir mais cedo, porque não aguentava estar lá, teria que pagar. Ficava lá.
Houve meses em que não tomou toda a medicação. Não tinha dinheiro e era demasiado orgulhoso. Não pedia. Era preciso descobrir e estar atento ao que faltava.
Liguei para a Fundação Champalimaud mal soube da máquina que apenas com uma sessão de radioterapia diminuía o tumor de forma significativa. Responderam-me que precisava de uma consulta de avaliação e a sessão de radio seria 5 000 euros. Perguntei se no público haveria máquina idêntica. Disseram-me que não. Agradeci e desliguei. Descobri que havia uma máquina parecida no Hospital do Barreiro. E que o médico, por querer que todos pudessem aceder aos tratamentos teria sido afastado.
Ouvi o meu pai uma vez «para sofrer tanto para poder ter tratamentos mais vale morrer de uma vez. Isto não é vida». Lentamente ia perdendo o seu corpo, a sua mente.
Acompanhava-o nos longos dias de exames, feitos no hospital privado da Boavista porque nenhum hospital público dispunha das máquinas necessárias. Almoçávamos uma francesinha a meio dos tratamentos e víamos coisas para o único neto do meu pai. E voltávamos ao hospital.
Nunca lhe propuseram estar internado. Não lhe deram soro nem morfina, fomos nós que exigimos. Já não aguentava mais ver o sofrimento contínuo do meu pai. A cadeira articulada, foi emprestada, arranjou-a a minha tia, e uma grade para a cama. 
O meu cunhado passou a levar e a trazer o meu pai, ele já não conseguia conduzir. A companheira dividia a medicação e aplicava. Aprendi a dar injecções porque a Joana, que é minha amiga e é enfermeira me ensinou, ensinou-me a dar-lhe banho, a virá-lo na cama para que não ganhasse feridas, a limpar-lhe a boca e a alimentá-lo. Tirei licença para estar com o meu pai. A minha irmã não pôde, era um falso recibo verde.
Pedi um empréstimo para poder pagar tudo isto. Tive que mudar de banco e vou pagar o empréstimo nos próximos dez anos. Estive sempre ao lado do meu pai. Colocámos o soro, dei-lhe de comer. Começou a tossir, sem parar. A família reuniu-se em volta dele. O gato, saiu dos pés do meu pai e começou a aproximar-se lentamente do seu peito. E eu pensei, é agora.
Corri para o lado dele, dei-lhe a mão e vi uma lágrima a correr-lhe na face esquerda.
O meu pai morreu.
Não houve jornais, não houve televisão. De vez em quando há uma notícia que diz que os tratamentos estão a ser negados aos doentes oncológicos, que o IPO não tem dinheiro.
O meu pai tinha 54 anos. A vida inteira pela frente. Nunca defendeu salários baixos nem privatizações. Trabalhou desde os 14. Tirou um curso aos 53 porque era o seu sonho. A estes não há homenagens. Aos que lutam pela sobrevivência durante todos os dias com dores excruciantes e a violência do Estado. Não, para estes não há memória, não há camas de hospital, medicamentos.
António Borges tinha cancro no pâncreas. Daqueles fulminantes que supostamente matam de imediato. Durou bem mais do que o meu pai. «Trabalhou sempre», dizem. Certamente não terá passado por nada disto. Certamente, até na morte, ou perto dela, teve conforto e o melhor tratamento para não sentir dor e adiar a inevitabilidade da morte.
Não lhe sinto raiva pela forma como morreu, mas desprezo o que defendeu em vida. Porque foram homens como ele e são homens como ele que ditam que homens, mulheres e crianças passem o que o meu pai passou para morrer. E ninguém merece estas mortes lentas.
Que lhe pese a terra? Não, não acredito em nada depois da morte. Preferia que lhe pesassem as suas ideias durante a vida. Principalmente nos dias e meses antes da morte.

comentário:
São os contrastes irracionais entre o poder explorador e o mundo escravo dos sujeitos pela força!


☼ abortos intelectuais
Embora a carinha do D. Gonçalo Nuno Ary Portocarrero de Almada, 4.º visconde de Macieira, tal como é apresentada em fotografia, deixe adivinhar o que lá vem, ainda comecei a ler a sua longa crónica, mas logo que começaram as náuseas, nem na diagonal consegui prosseguir. E é porque sou burro, pois já não é a primeira vez que tão nobre criatura me dá volta ao estômago. Acabou já está no índex.

por Nuno Saraiva
O assunto não faz parte da agenda nem da ordem do dia e, tão pouco, ocupa lugar nas preocupações dos portugueses. O desemprego que cresce descontrolado, a economia que não avança, os novos cortes nas pensões e nos salários que aí vêm, a degradação de serviços públicos essenciais como sejam o Serviço Nacional de Saúde ou a escola pública, a falta de dinheiro para pôr comida na mesa é, natural e legitimamente, o que aflige milhões de cidadãos que, porque pobrezinhos, nem sequer se podem dar ao luxo de sonhar com um fim de semana na Comporta para brincar aos ricos. E nem os mais recentes indicadores económicos, inegavelmente positivos, abafam esta realidade.
Mas há sempre quem seja capaz de surpreender pela desonestidade e ausência de noção do sentido de oportunidade. Nas páginas do Público de ontem, o padre Gonçalo Portocarrero de Almada, ou melhor, D. Gonçalo Nuno Ary Portocarrero de Almada, 4.º visconde de Macieira e sacerdote secular da prelatura do Opus Dei, dedica-se a um exercício, lamentável e chocante, de falta de ética e de honestidade intelectual mas, também, de cobardia. Que, à luz dos princípios da sagrada Igreja Católica, deveria ser classificado como pecado.
Vamos por partes. O dito presbítero decide, de pleno direito, escrever sobre esse assunto premente nos dias de hoje que é a interrupção voluntária da gravidez. Para tal, socorre-se da tese de licenciatura de Álvaro Cunhal "O Aborto, Causas e Soluções", defendida em 1940 em circunstâncias históricas que são conhecidas e me dispenso agora de recordar. A dado passo, o padre Gonçalo cita o referido trabalho - "o aborto é um mal. Nisto estão de acordo todos os escritores" -, para extrair desta afirmação de princípio a conclusão de que "sendo o aborto um mal, para Cunhal e, segundo ele, para "todos os escritores" que sobre este tema se pronunciaram, não faz portanto sentido defender um pretenso direito ao aborto, porque não há nenhum direito ao mal". Mais adiante, e talvez por ter nascido em Haia, ter estudado em Madrid e em Roma e nunca ter tido o azar de viver em Portugal durante a ditadura, o padre Portucarrero enaltece, de forma despudorada, o facto de no Estado Novo haver até "alguma liberdade de opinião e de expressão nos meios universitários", porque até se permitia a um aluno finalista de Direito, estando preso por ser comunista, a defesa de uma tese em que se faz a apologia do sistema soviético.
Gonçalo Portocarrero sabe que eu sei que ele sabe que nenhuma mulher aborta de ânimo leve ou porque sim. Sabe que, apesar do folclore, tantas vezes pernicioso a um lado e a outro das barricadas morais, ninguém defende o aborto livre do tipo "a barriga é minha" ou "em cada mulher uma abortadeira". O que se pretende e pretendeu, sem prejuízo do inalienável direito à vida, é acabar com uma prática sucedânea da santa inquisição em que, como aconteceu nos julgamentos da Maia em 2002 ou de Aveiro em 2004, as mulheres sejam humilhadas e devassadas em público. Isto já para não falar daquelas, demasiadas, que morreram por serem forçadas a recorrer ao vão de escada. E isso é, a par de outros, um avanço civilizacional que não tem preço. O exercício do sacerdote é pois ética e intelectualmente desonesto porque, na melhor prática estalinista, deturpa e reescreve as palavras de Álvaro Cunhal e ignora deliberadamente a verdade factual de quem defendeu a despenalização da interrupção voluntária da gravidez.
Mas é também um ato de cobardia. Ao descontextualizar as palavras do antigo líder comunista, redigidas há mais de 70 anos, Gonçalo Portocarrero sabe que não será contraditado simplesmente porque o autor já cá não está para se defender e repor a verdade.
Perante esta conduta de pecador, porque humano, resta ao senhor padre fazer aquilo que a Igreja em geral e a sua prelatura em particular recomendam para a expiação dos pecados: procure urgentemente um confessor e, em casa, aperte bem o cilício. Pode ser que a mortificação corporal o faça ver a luz que até o Papa Francisco já foi capaz de vislumbrar.

Comentário:
O padreco de que aqui se fala é o denominador comum dos escribas da «santíssima madre». Os que negam a regra são o que esses padrecos denominariam, se se lhes referissem, por ovelhas tresmalhadas. Foi assim no final dos anos 50 e nos 60, com uns tantos exemplares de gente honesta dentro das sacristias, um pouco por todo o lado, incluindo Portugal, a remarem contra a maré da concubinagem entre a Santa Sé de Lisboa e o Estado Novo. E a Opus Dei, a agremiação em que se inclui o dito padreco, é o expoente máximo da hipocrisia clerical.

 Portugueses avaliam negativamente o estado do País

O Índice de avaliação do Estado da Nação, levado a cabo pela Fundação Vox Populi, em parceria com a Marktest pelo quarto ano consecutivo, mostra que os portugueses têm uma imagem muito negativa do estado do seu país. 
NOTÍCIAS DO GRUPO MARKTEST , ONTEM





O índice de avaliação do Estado da Nação, realizado pela Fundação Vox Populi em parceria com a Marktest, vai já na sua quarta edição e os resultados deste ano não são positivos: numa escala de 0 a 20, os portugueses atribuem ao Estado da Nação uma nota muita baixa, de 7.1 valores. Os indicadores mais criticamente avaliados pelos portugueses são a "a corrupção" e a "economia nacional" (2.7 e 2.8, respectivamente), embora a "justiça" e a "conflitualidade internacional" também sejam apreciadas de forma muito negativa (3.4 e 3.5, respectivamente). Em síntese, poderíamos dizer que Portugal é visto como um país onde impera a crise, grassa a corrupção e falta a justiça. A avaliação do estado da nação, embora tenha subido um pouco face a 2012, mantém-se muito negativa e piorou na maioria dos indicadores observados. Tal como se observa na tabela seguinte, nenhum dos 14 eixos medidos melhorou face a 2012, havendo 9 que mantiveram a avaliação anterior (já de si, no geral, muito negativa) e 5 que a pioraram. 
 
A "imagem de Portugal", o "meio ambiente", o "jornalismo" e a "qualidade de vida" são os únicos factores a receber nota positiva, que, no entanto, não excede os 12.4 pontos. Este estudo é realizado anualmente pela Marktest para a Fundação Vox Populi no âmbito da sua atividade de responsabilidade social. 

Metodologia 
O Ivp - Índice Vox Populi é um índice de medição da opinião dos portugueses que tem como objetivo medir e divulgar a avaliação da situação atual e expectativa futura da população relativamente ao estado da nação. O universo deste estudo é constituído por indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 18 anos, residentes em Portugal Continental. A amostra anual do estudo é constituída por 2400 entrevistas representativas da população portuguesa com 18 e mais anos residente em Portugal Continental. A recolha da informação foi efetuada pela Marktest. Os indivíduos foram questionados sobre 14 temas fulcrais da conjuntura atual, avaliando o estado atual dos temas e a sua expectativa para os mesmos no prazo de um ano.

A Fvp - Fundação Vox Populi 
A Fundação Vox Populi é uma organização de interesse público sem fins lucrativos, instituída em 2009 por Luís Queirós, presidente do Grupo Marktest. A Fvp consiste no braço de responsabilidade social do grupo e recebe o seu apoio na recolha de informação. A Fundação atua no domínio da recolha da opinião pública, dos estudos de opinião e do tratamento estatístico dos dados e pretende auscultar, estudar e compreender o povo português, residente e não residente em Portugal, através do rigor científico e independência dos estudos de opinião. 
Para esclarecimentos complementares, contactar a Fundação Vox Populi: Telef. 217 577 932 

Comentário:
Eu surpreendo-me com as (altas) notas que ainda são dadas a rubricas como o jornalismo (fundamentalmente ao serviço do poder) a qualidade de vida (que vai decaindo a pique todos os dias) a educação (onde se achincalham os professores e contra quem se incentivam os chamados pais), a segurança (que não se vê na rua), a saúde (ferida de morte).


         Póvoa de Santo Adrião, 24 de Julho de 2013.   

Protesto no Parlamento Europeu

AJUDE A DIFUNDIR ESTA FOTO!

          Antes, até há 39 anos, no fascismo, o Tónio da Calçada, e depois o Conversas em Família, só “deixavam” que se soubesse de acontecimentos políticos extraordinários pelas rádios Rádio Portugal Livre, do PCP, Rádio Moscovo (à qual os fascistas contrapunham o programa “Rádio Moscovo não Fala Verdade” – lembram-se?!) e Rádio Voz da Liberdade. Quanto ao mais… o filtro da censura lá estava, sempre atento, só deixando passar coisas inócuas.
         Isto era antes. E agora? Bem, agora as coisas (ainda) não são assim, vá lá! A censura prévia de então não existe. Mas existe a censura prévia de agora, quiçá mais eficaz e de mais simples aplicação do que aquela. É a auto-censura. Auto, porque os jornalistas são condicionados pela boca, pelo empréstimo para a habitação, pelo crescimento dos filhos, pelos impostos imperdoáveis e o mais correlacionado; e prévia porque a aplicam, a auto-censura, anteriormente à edição da informação, que isso de pedir responsabilidades posteriormente não é o mais aconselhável! Além disso, o “chefe” lá está para, se preciso for, aqui ou acolá, “aconselhar” o rapazinho ou a rapariguinha a não se meter em alhadas, que não é para isso que lhe pagam a nota de quinhentos contra o recibo verde. E, claro, também há os que, por deformação profissional e anquilosidade (a) mental não precisam dos constrangimentos referidos nem de outros para servirem o seu senhor.
É este modus faciendi que explica a ausência de informação no território nacional do que vem abaixo.
(a) «anquilosidade» não vem atestado nos dicionários mas parece-me que é vocábulo válido e devia vir. 

Comentário: 
A revolta contra a austeridade já chegou ao Parlamento Europeu.
Comentário: Esta semana os deputados europeus da esquerda manifestaram-se contra a Troika.
Esta foto está a correr a Europa toda, mas ... alguém a viu na imprensa portuguesa?
Como podem ver, deputados europeus manifestaram-se com a palavra de ordem:
Tirem as patas de cima de: CHIPRE, PORTUGAL, GRÉCIA, ESPANHA, IRLANDA.
Mas... por cá, se não for a internet, nada sabemos! DIVULGA-A

 

O QUE FICA DO QUE PASSA por PAULO MORAIS

    Comentário
É desassombrado, este Paulo Morais. Chama os touros pelos cornos, digo, pelos nomes
          Luis Veiga - Póvoa de Santo Adrião, 9 de Abril de 2013.


MATERIAL TEM SEMPRE RAZÃO  por José Pacheco Pereira

O número de artigos e notas em blogues que começam com “a decisão do Tribunal Constitucional fez e aconteceu….” representam um sucesso do pensamento único governamental. Na verdade, deviam começar com “a política do governo fez e aconteceu…” 
Isto, porque a decisão do Tribunal Constitucional é que é a normalidade e a lei, e a política do governo é que é a anormalidade e a ilegalidade. A decisão do Tribunal Constitucional representa uma consequência da política do governo, das escolhas do governo, da incapacidade do governo de encontrar políticas de contenção orçamental que não passem pela violação da lei e pelo afrontamento da Constituição. Mais: o caminho seguido pelo governo para o objectivo de cumprimento do memorando da troika é que põe em causa esse cumprimento, porque não teve em conta qualquer preocupação em salvar um quantum da economia nacional, desprezou os efeitos sociais do “ir para além da troika”, não deu importância a qualquer entendimento social e político, vital em momentos de crise. Foi um caminho de pura engenharia social, económica e política, prosseguido com arrogância por uma mistura de técnicos alcandorados à infalibilidade com políticos de aviário, órfãos de cultura e pensamento, permeáveis a que os interesses instalados definissem os limites da sua política. Quiseram servir os poderosos com um imenso complexo de inferioridade social, e mostraram sempre (mostrou-o de novo o primeiro-ministro ontem), um revanchismo agressivo com os mais fracos. Pensaram sempre em atacar salários, pensões, reformas, rendimentos individuais e das famílias, serviços públicos para os mais necessitados e nunca em rendas estatais, contratos leoninos, interesses da banca, abusos e cartéis das grandes empresas. Pode-se dizer que fizeram uma escolha entre duas opções, mas a verdade é que nunca houve opção: vieram para fazer o que fizeram, vieram para fazer o que estão a fazer. O tom revanchista que o governo e os seus defensores assumem depois da decisão do Tribunal Constitucional , - do género "ai não quiseram isto, pois vão levar com muito mais", - mostra o carácter punitivo que está presente na política da coligação desde o início. A cada revés, e todas as semans há um grave revés, vêm novas ameaças e castigos, em vez de admissão de erros e inversão de caminhos. Como este tom punitivo é dos que melhor "comunica" com toda a gente, mesmo sem precisar de agências nem assessores, o governo está mais uma vez a semear ventos e a colher tempestades. A queda de Sócrates deu origem a uma pequena corte de viúvos e viúvas que passaram estes anos a tentar manter a memória do morto e a vingar-se de todas as maneiras dos seus assassinos. Agora estão muito contentes porque a RTP lhes deu uma mesa de pé de galo para falar com o morto e vice-versa. Esquecem-se que, em períodos como os que vivemos, até os mortos andam. A queda previsível de Passos Coelho e a queda já efectiva de Relvas está a gerar o mesmo efeito: a criação de uma corte de viúvos e viúvas que também se preparam para carpir a "oportunidade perdida" de "mudar Portugal" e preparar a vendetta. Como os seus antecessores na viuvez, os blogues, o Twitter e as redes sociais são o seu terreno de eleição. Ambos ajudaram a estragar Portugal até aos limites da ruína em que vivemos. Ambos pensam muito bem de si e acham que o povo não os merece. O nojo com que hoje olham para Portugal e os portugueses, uma ralé desqualificada cheia de vícios preguiçosos e de "direitos", é o seu melhor retrato. "Não nos merecem" é a inscrição que usam no seu brasão de lata. O Governo já tinha falhado por completo todos os objectivos do memorando, ANTES da decisão do Tribunal Constitucional. O governo já estava com dificuldades em "ir aos mercados", ANTES da decisão do Tribunal Constitucional. O Governo já estava a caminho de um segundo resgate, ANTES da decisão do Tribunal Constitucional. O Governo já estava em crise profunda, ANTES da decisão do Tribunal Constitucional. Todas as crises, económicas, sociais, e políticas já estavam em pleno curso, ANTES da decisão do Tribunal Constitucional. 
A decisão do Tribunal Constitucional acelera todos estes processos mas não lhes deu origem. Nasceu deles. Nasceu de um Governo que, apesar de prevenido, mil vezes prevenido, insistiu num Orçamento de Estado assente em medidas ilegais. Bateu no peito cheio de ar e vento, insultando o Deus dos Trovões e levou com um raio em cima.   
    Comentário
Mal vai, muito mal mesmo, este país, para eu apreciar um amareloide que muito bem já fez à direita, como é Pacheco Pereira. O que aqui importa, bem entendido, é o zurzir que ele chega ao governo e aos seus lambe-botas; mas apreciei muito a invocação da mesa pé-de-galo (embora ele escreva « mesa de pé de galo), a propósito do dobrar da cerviz da RTP aos futuros próximos usurpadores de serviço.
          Luis Veiga - Póvoa de Santo Adrião, 9 de Abril de 2013.     



O COMUNICADO do REITOR da UNIVERSIDADE de LISBOA
 Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país
1. Por despacho do ministro das Finanças, de 8 de Abril de 2013, o Governo decidiu fechar o país e bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias, universidades, etc. O despacho é uma forma de reacção contra o acórdão do Tribunal Constitucional, como se explica logo na primeira linha. O Governo adopta a política do “quanto pior, melhor”. Quem, num quadro de grande contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses do país.
2. Todos sabemos que estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático.
3. É um gesto insensato e inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente, o futuro de Portugal e das suas instituições. O Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de Direito e para instaurar um Estado de excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os problemas de Portugal?
4. No caso da universidade, estão também em causa importantes compromissos, nomeadamente internacionais e com projectos de investigação, que ficarão bloqueados, sem qualquer poupança para o Estado, mas com enormes prejuízos no plano institucional, científico e financeiro. Na Universidade de Lisboa saberemos estar à altura deste momento e resistir a medidas intoleráveis, sem norte e sem sentido. Não há pior política do que a política do pior."
Lisboa, 9 de Abril de 2013
António Sampaio da Nóvoa
Reitor da Universidade de Lisboa

 ☼ O GABINETE do PRIMEIRO MINISTRO
É mesmo verdade ?????????? O gabinete (não, não é do OBAMA ou do HOLLANDE, nem sequer da MERKEL!), é apenas do 1º Ministro português!
Ah POIS É! Ora vejam... Porra! A ser verdade? Até fico sem palavras. Se a soma estiver correcta são +/-150.000 € por mês !

☼ A DECO ALERTA SOBRE COMISSÕES DE EMISSORES DE CARTÕES
- no Jornal Correio da Manhã 



- no Jornal PÚBLICO




☼  O ENDIVIDAMENTO DO PAÍS

Passou-se no concelho de Odivelas. É uma declaração da CDU sobre o endividamento do país. A informação tem interesse para toda a gente poder saber quem tem esbanjado os recursos.

CDU de ODIVELAS


☼ DESCRITIVO DE PENSÃO MENSAL 

Fiz como abaixo se mostra e obtive resposta





☼ A DECO ENSINA-TE A PAGAR MENOS LUZ

Provavelmente já terás recebido isto.Ontem vi telejornal entrevista com DECO sobre este assunto; trata-se de se inscrever no site abaixo, sejam ou não sócios da DECO, para esta fazer um “leilão”com as distribuidoras de electricidade, “temos aqui  x centenas de milhar (alguns milhões?) de consumidores ; qual faz o preço mais barato? As pessoas que se inscreverem, não ficam vinculadas a mudar de distribuidor, no final do leilão. Abraço. Luzia

                      PAGUE MENOS LUZ





 É a “democracia” do PS/PSD a funcionar em pleno em Odivelas o que abaixo se transcreve. Seja na Câmara ou na Assembleia Municipal.
Passados 44 anos da Crise Académica de Coimbra, onde estive lá dentro "organizadamente" a fotografar, voltei hoje a assistir e fotografar sem contar uma inacreditável sessão pública da Assembleia Municipal em Odivelas, onde se devia continuar a discutir a proposta da maioria PS/PSD de privatização da distribuição de água ao concelho de Odivelas (concessão por 30 anos, chamam-lhes eles).
Como vai mexer com o futuro da população, com a vida dos trabalhadores dos SMAS de Loures, que já foram uma empresa municipal muito prestigiada com vários prémios, esta Assembleia seria (esperava-se) muito concorrida... 
E o que faz o Presidente da Assembleia Municipal? 
Às 20h00, hora da assembleia, manda a PSP fechar os portões do edifício deixando na rua, na rua mesmo!, o público que queria assistir (maioritariamente trabalhadores dos SMAS Loures), eu, devidamente inscrito desde manhã para fazer uma intervenção e, pasme-se, vários Deputados municipais que tiveram o azar de chegar à hora. 
E nada a fazer, polícia é polícia e portão fechado não dá para abrir, até que uma deputada telefona ao Presidente da A. M. e lhe mostra o gravíssimo da inacreditável situação que ele estava a criar... Numa de "democrata" o Presidente veio falar ao povão, pedindo compreensão por desta vez haver ainda menos lugares disponíveis para o público, e que as pessoas iriam entrando até a sala ficar cheia e se se portassem bem iria haver Assembleia. Portões abertos, lá entrei no edifício se calhar por não parecer um perigoso trabalhador, e quando cheguei à sala esta estava meia vazia... Do restante público que estava comigo à porta, nickles, a polícia, à ordem do Presidente, não deixava entrar. 
O dito Presidente, em minutos e em meia duzia de metros de distância, dava o dito por não dito; ora na minha terra, a gente assim chamamos tão só mentiroso. E prontos, o mentiroso Presidente da AM de Odivelas gastou mais de uma hora a conferenciar, não retirou a polícia do edifício, o restante público não entrou e a Assembleia acabou por ser adiada para 5ª feira num pavilhão de Odivelas... Enquanto esperava, fiz umas fotos da sala que podem ver em


 Abraços José Veloso

☼ 10 minutos que valem a pena
Estes"senhores" a quem trabalhou toda a vida não tem limites ...A ligação abaixo vai dar a uma pequena denúncia das tropelias do Clube de Bilderberg. Sigam as legendas e ficam a saber alguma coisa sobre este "prestimoso" clube de malfeitores onde pulula a melhor nata da podridão nacional, a começar por Pinto Balsemão, seu representante permanente em Portugal, que já levou às reuniões do clube figurinhas como Durão Barroso, António Guterres, António Vitorino, Sócrates, Manuela Ferreira Leite e muitos outros que me escapam da memória. Lembro que o Clube de Bilderberg ainda hoje é dirigido pelas duas famílias que o fundaram em 1954: a americana Rockfeller e a bretã judaica Rotchild.


o Ódio destes "senhores" a quem trabalhou toda a vida não tem limites ...
Sobre o que nos é roubado, acresce ainda outro roubo:
o do IRS a pagar sobre os famigerados 3,5% daquilo a que chamaram «Contribuição Extraordinária de Solidariedade. 
Que cães!

 ☼ ANA, grávida da nova Lisboa
Eu gostava que este concerto de ideias encadeadas não passasse disso mesmo, apenas um concerto, e não se realizasse. Em qualquer caso, a ANA já lá vai… Como, aliás, lá vai o país por inteiro. 
Textos assim, explicativos, é raro aparecerem. Vale a pena ler. A. Mota Redol ANA, grávida da nova Lisboa Publicado ontem 458 20 0 Ah, sim, o discurso de Cavaco. Talvez, talvez, depende, "eu avisei". Sempre tarde. Adiante. Falemos de coisas concretas e consumadas: o casamento da ANA, uma historieta que tem tudo para sair muito cara. Passo a explicar: a ANA geria os aeroportos com lucros fabulosos para o seu pai, Estado, que, entretanto falido, leiloou a filha ao melhor pretendente. Um francês de apelido Vinci, especialista em autoestradas e mais recentemente em aeroportos, pediu a nossa ANA em casamento. E o Estado entregou-a pela melhor maquia (três mil milhões de euros), tornando lícita a exploração deste monopólio a partir de uma base fabulosa: 47% de margem de exploração (EBITDA). O Governo rejubilou com o encaixe... Mas vejamos a coisa mais em pormenor. O grupo francês Vinci tem 37% da Lusoponte, uma PPP (parceria público-privada) constituída com a Mota-Engil e assente numa especialidade nacional: o monopólio (mais um) das travessias sobre o Tejo. Ora é por aqui que percebo por que consegue a Vinci pagar muito mais do que os concorrentes à ANA. As estimativas indicam que a mudança do aeroporto da Portela para Alcochete venha a gerar um tráfego de 50 mil veículos e camiões diários entre Lisboa e a nova cidade aeroportuária. É fazer as contas, como diria o outro... Mas isto só será lucro quando houver um novo aeroporto. Sabemos que a construção de Alcochete depende da saturação da Portela. Para o fazer, a Vinci tem a faca e o queijo na mão. Para começar pode, por exemplo, abrir as portas à Ryanair. No dia em que isso acontecer, a low-cost irlandesa deixa de fazer do Porto a principal porta de entrada, gerando um desequilíbrio turístico ainda mais acentuado a favor da capital. A Ryanair não vai manter 37 destinos em direção ao Porto se puder aterrar também em Lisboa. Portanto, num primeiro momento os franceses podem apostar em baixar as taxas para as low-cost e os incautos aplaudirão. Todavia, a prazo, gerarão a necessidade de um novo aeroporto através do aumento de passageiros. Quando isso acontecer, a Vinci (certamente com os seus amigos da Mota-Engil) monta um apetecível sindicato de construção (a sua especialidade) e financiamento (com bancos parceiros). A obra do século em Portugal. Bingo! O Estado português será certamente chamado a dar avais e a negociar com a União Europeia fundos estruturais para a nova cidade aeroportuária de Alcochete. Bingo! A Portela ficará livre para os interesses imobiliários ligados ao Bloco Central que sempre existiram para o local. Bingo! Mas isto não fica por aqui porque não se pode mudar um aeroporto para 50 quilómetros de distância da capital sem se levar o comboio até lá. Portanto, é preciso fazer-se uma ponte ferroviária para ligar Alcochete ao centro de Lisboa. E já agora, com tanto trânsito, outra para carros (ou em alternativa uma ponte apenas, rodoferroviária). Surge portanto e finalmente a prevista ponte Chelas-Barreiro (por onde, já agora, pode passar também o futuro TGV Lisboa-Madrid). Bingo! E, já agora: quem detém o monopólio e know-how das travessias do Tejo? Exatamente, a Lusoponte (Mota-Engil e Vinci). Que concorrerá à nova obra. Mas, mesmo que não ganhe, diz o contrato com o Estado, terá de ser indemnizada pela perda de receitas na Vasco da Gama e 25 de Abril por força da existência de uma nova ponte. Bingo! 
Um destes dias acordaremos, portanto, perante o facto consumado: o imperativo da construção do novo grande aeroporto de Lisboa, em Alcochete, a indispensável terceira travessia sobre o Tejo, e a concentração de fundos europeus e financiamento neste colossal investimento na capital. O resto do país nada tem a ver com isto porque a decisão não é política, é privada, é o mercado... E far-se-á. Sem marcha-atrás porque o contrato agora assinado já o previa e todos gostamos muito de receber três mil milhões pela ANA, certo? O casamento resultará nisto: se correr bem, os franceses e grupos envolvidos ganham.
Correndo mal, pagamos nós. Se ainda estivermos em Portugal, claro.  

Que ninguém cruze os braços em 2013! 
E, daqui a dois e meio anos, o rebanho volta a dizer “mé”. Assim, vire o disco ou não, a música vai ser a mesma… em

O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi passar os últimos dias do ano ao Rio de Janeiro, Brasil, e esteve num dos mais luxuosos hotéis da “Cidade Maravilhosa”, o emblemático Copacabana Palace. Mas não foi o único. O ex-administrador do BPN – Banco Português de Negócios, Dias Loureiro, e o ex-ministro das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional, José Luís Arnaut, também lá estiveram. É a chamada repartição dos sacrifícios que o Passos Coelho gosta tanto de falar. Uns fazem o sacrifício de passar por dificuldades e até miséria e fome, outros, o de ir para hotéis de luxo em Copacabana festejar o Ano Novo. 
Claro que há os que têm pouco para festejar em relação ao ano que finda e menos a esperar do que aí vem enquanto outros só se podem congratular pela forma como lhes correu a vida em 2012 e pelas perspectivas que 2013 lhes oferece. Festejam o aumento das suas riquezas pessoais, das negociatas, das privatizações, dos tachos e até da simpatia de uma justiça que lhes permite continuarem impunes perante casos como o do BPN. 
Até quando não sei porque espero que no novo ano os portugueses finalmente percebam que este país é deles e que os gatunos que vivem da sua riqueza à custa da sua miséria só lá estão porque os deixam lá estar, e que finalmente lhes peçam responsabilidades e os façam pagar por tudo o que roubaram. 
Este são os meus votos para 2013.» 
A diária no Copacabana Palace, custa um mínimo de 600 euros e o preço médio por dormida é de 800 euros, sem incluir taxas de serviços de hotel ou pequeno-almoço. in:

Os garotos de Ipanema 
Ao mesmo tempo que nos acusam de vivermos acima das nossas possibilidades e se mostram escandalizados com reformas "milionárias" de 1300 euros, os garotos divertem-se à grande e à francesa na passagem de ano num dos mais luxuosos hotéis do Rio de Janeiro, o Copacabana Palace. Em algum lado o dinheiro do BPN tem de estar.  in: 



☼  um grave problema de falta de memória...  

As análises de Paulo Morais merecem-me consideração. No caso presente é preciso, de facto, não esquecer nem amnistiar os agentes nacionais do imperialismo, entre eles – mas bem mais do que esses –, Passos Coelho, Sócrates, Durão Barroso, Guterres, Cavaco, Mário Soares – este último teve o prazer sádico de meter o socialismo na gaveta e de encetar a destruição do aparelho produtivo do Estado com a alienação das companhias Colonial e Nacional de Navegação. Mas não devem perder-se de vista as Merkel que pululam por aí fora, sejam ditas no feminino ou no masculino, e que são os capatazes com assento mais alto na hierarquia dos executores do poder do capitalismo e, desse modo, têm responsabilidade naquilo que os de cá nos fazem acontecer. Se considerarmos culpados só os de cá, então passaremos a amnistiar os que lá da estranja dão as “ordens” aos executores internos e desprezamos assim um elo na cadeia de comando que nos arruína.   

Póvoa de Santo Adrião, 18 de Dezembro de 2012.     

Bode expiatório
A fúria que muitos sentem relativamente  à chanceler alemã Angela Merkel é compreensível. Mas não foi Angela Merkel a responsável pelo estado a que chegámos, pela crise em que nos mergulharam, pelo enorme endividamento e pelos esquemas de corrupção que exauriram as contas públicas.










Foi Cavaco Silva, e não Merkel, que enquanto primeiro-ministro permitiu o desbaratar de fundos europeus em obras faraónicas e inúteis, desde piscinas e pavilhões desportivos sem utentes, ao desnecessário Centro Cultural de Belém. Foi o seu ministroFerreira do Amaral que hipotecou o estado no negócio da Ponte Vasco da Gama.

Foi António Guterres, e não Merkel, que decidiu esbanjar centenas de milhões de euros na construção de dez estádios de futebol. Foi também no seu tempo que se construiu o Parque das Nações, o negócio imobiliário mais ruinoso para o estado em toda a história de Portugal.

Foi mais tarde, já com Durão Barroso e o seu ministro da defesa Paulo Portas, que ocorreu o caso de corrupção na compra de submarinos a uma empresa alemã. E enquanto no país de Merkel os corruptores estão presos, por cá nada acontece.

Mas o descalabro maior ainda estava para chegar. Os mandatos de José Sócratesficarão para a história como aqueles em que os socialistas entregaram os principais negócios de estado ao grande capital. Concederam-se privilégios sem fim à EDP e aos seus parceiros das energias renováveis; celebraram-se os mais ruinosos contratos de parceria público-privada, com todos os lucros garantidos aos concessionários, correndo o estado todos os riscos. O seu ministro Teixeira dos Santos nacionalizou e assumiu todos os prejuízos do BPN.

Finalmente, chegou Passos Coelho, que prometeu não aumentar impostos nem tocar nos subsídios, mas quando assumiu o poder, fez exactamente o contrário. Também não é Merkel a culpada dessa incoerência, nem tão pouco é responsável pelos disparates de Vítor Gaspar, que não pára de subir taxas de imposto. A colecta diminui, a dívida pública cresce, a economia soçobra.

A raiva face aos dirigentes políticos deve ser dirigida a outros que não à chanceler alemã. Aliás, os que fazem de Angela Merkel o bode expiatório dos nossos problemas estão implicitamente a amnistiar os verdadeiros culpados.

 In Correio da Manhã13/11/2012
 
Convém relembrar... é que neste País há um graveproblema de "perda de memória". 
Afinal, quem é que os pôs lá?
 Ah, é habitual dizerem que são todos iguais, os que foram responsáveis e os que nunca lá estiveram. Interessa dizer isto aos que já lá estiveram.
  Como sabemos então que os outros são diferentes?
  Perguntem aos grandes grupos financeiros especulativos que se serviram e alimentaram da corrupção e que comandam os governos, se aceitam que se MUDE MESMO DE POLÍTICA e não apenas de figurantes
Eles dirão o pior de quem queira MESMO MUDAR DE POLÍTICA. Que melhor prova queremos? 

ursinho de peluche
video
formatação em vídeo de Luis Mário Cunha. as imagens passam automaticamente


Portugal já está à venda
El Gobierno pone en venta Portugal
El año se cierra con una avalancha de privatizaciones de empresas emblemáticas: desde la compañía aérea TAP a la televisión pública RTP, pasando por los aeropuertos. Un año de ajustes y privatizaciones. 
Antonio Jiménez Barca Lisboa18 DIC 2012 - 19:37 CET 
 El Gobierno portugués, en pocos días, se deshará de la compañía aérea nacional, la TAP; de los aeropuertos portugueses; decidirá la suerte (privada) de su televisión pública, la RTP, y venderá de paso los astilleros de Viana do Castelo. Lo de se vende Portugal no es ninguna originalidad y ya ha salido en alguna publicación portuguesa con un fatalismo pesimista muy de estos días. Mientras, los ciudadanos, abrumados por recortes de servicios públicos y subidas de impuestos equivalentes a la cuantía de un mes de salario, asisten entre estupefactos y deprimidos a esta ceremonia del despojamiento que comenzó hace un año, cuando la parte estatal de la principal eléctrica del país, la EDP, pasó a manos del gigante chino Three Gorges (Tres gargantas) por 2.700 millones de euros. La empresa china se aseguraba una base para abordar desde allí el mercado latinoamericano y el Estado portugués ingresaba dinero que servía para limpiar las telarañas de la caja y enjugar la inmensa deuda que ahoga el país. 
Todas estas operaciones están decididas hace tiempo, de hecho, desde que en abril de 2011 el Gobierno de entonces, dirigido por el socialista José Sócrates, pedía un rescate de 78.000 millones de euros para evitar la bancarrota. El Gobierno se comprometió con la troika (UE, FMI y BCE, las instituciones que prestaban el dinero) entre otras medidas, a privatizar las joyas empresariales estatales. Todo se acelera a final de este año: el Gobierno portugués decidirá el jueves, en un Consejo de Ministros, si acepta la oferta del magnate colombiano-brasileño Germán Efromovich para hacerse, por unos 350 millones de euros, con la TAP. Financieramente hablando, la compañía puede difícilmente calificarse de joya, ya que arrastra una deuda de 1.200 millones de euros. Con todo, uno de los miembros del Comité de Empresa —que se opone a la privatización— aseguraba hace poco que la oferta de Efremovich “es una limosna”. Y añadió una razón que no cotiza en Bolsa: “Lo que no se puede hacer es vender así la soberanía nacional”. Endeudada, avejentada (aunque con beneficios), incapaz de recapitalizarse a base de inyecciones estatales debido a que lo prohíbe la normativa europea, la TAP se encuentra en un aparente callejón sin salida. En los últimos meses, durante el proceso de venta, varias compañías internacionales se han interesado por las condiciones pero, al final, solo hay un candidato y una oferta encima de la mesa: la de Efromovich, presidente del conglomerado Synergy, con una veintena de empresas, varias compañías aéreas, entre las que se cuenta Avianca, con una facturación anual de 5.000 millones de euros, 30.000 empleados y, según el diario Público, ciertos contactos con el poderoso ministro de Asuntos Parlamentarios, el polémico Miguel Relvas. Efromovich, según la prensa portuguesa, promete enjugar la deuda de TAP, recapitalizar con 315 millones la compañía y, además, aportar otros 36 a las magras arcas del Estado. A cambio, obtiene una compañía renqueante pero con una posición estratégica ideal como plataforma para saltar al mercado europeo y al oriental. Algo así como lo que hicieron con la electricidad hace un año los chinos de Three Gorges, pero en sentido contrario. En el Consejo de Ministros de la próxima semana (no hay consejo sin privatización este mes), el Gobierno elegirá a uno de los cuatro grupos postulantes (uno francés, otro alemán, otro brasileño y otro argentino) para vender, por más de 2.500 millones de euros, la concesión de la boyante explotación de los aeropuertos portugueses. Aquí no hay deuda, ni delicadas cuestiones relativas a la soberanía nacional sino la urgente necesidad de liquidez: la gestión de los diez aeropuertos portugueses (incluidos los de las islas de Madeira y Azores) es un buen negocio. De ahí que el precio, según varias informaciones, resulte particularmente significativo. El grupo francés Vinci, dispuesto a poner encima de la mesa una suma cercana a los 3.000 millones de euros, según informaciones especializadas portuguesas, es el favorito para alzarse con la puja, pero todavía nada es seguro. Este año no se envía concursante a Eurovisión para ahorrar También antes de que termine el año, según adelantó el viernes el Jornal de Negócios, el Estado venderá, por menos de diez millones de euros, los astilleros de Viana do Castelo, con 630 trabajadores y 250 millones de euros de deuda. Un grupo ruso y otro brasileño optan a hacerse con la gestión. Y en las próximas semanas, según la prensa portuguesa, el Gobierno abordará otra operación delicada: la privatización de la televisión pública. A lo largo de los meses se ha hablado de varias alternativas: vender a otra cadena uno de los dos canales generalistas, vender el 49% de las acciones a otro grupo, o reestructurar toda la organización a base de reducirla a la espera de que la coyuntura económica mejore. El diario Expresso aseguraba el sábado pasado que el Estado, por la privatización de su televisión, no ingresará más allá de 20 millones de euros. Pero dejará de amortizar pérdidas. Según este mismo diario, en los últimos diez años, la RTP (que ha decidido no enviar concursante a Eurovisión para ahorrar) ha recibido cerca de 1.000 millones de euros. Ya ha surgido un candidato a hacerse con la RTP, en su totalidad o en parte, en la fórmula que decida el Gobierno. Se trata del grupo angoleño Newshold, propietario del semanario portugués Sol, que el pasado viernes, mediante un comunicado remitido a la prensa portuguesa se declaró “interesado en presentar una candidatura seria”. No deja de ser paradójico (y simbólico) que, casi 40 años después de la independencia de las antiguas colonias lusas en África, un potente grupo angoleño producto de un país joven y con un crecimiento económico pujante pretenda apropiarse de la televisión emblema de la antigua metrópoli. “No se puede vender así la soberanía nacional”, dice un sindicalista Un año de ajustes y privatizaciones • El 30 de noviembre de 2011 la Asamblea (Parlamento) aprobó el ajuste presupuestario más duro de la democracia. Los Presupuestos de 2012 son los primeros del país bajo tutela de la troika (Fondo Monetario Internacional, Comisión Europea y Banco Central Europea), que en mayo de 2011 prestó a Portugal 78.000 millones de euros para evitar la insolvencia. • El 23 de diciembre de 2011, el Gobierno de Lisboa vendió por 2.700 millones de euros a la empresa pública china Three Gorges (Tres Gargantas) —constructora de la presa homónima, la mayor del mundo— su participación mayoritaria (21,3%) en la principal empresa eléctrica del país, EDP. Fue la primera de una larga serie de privatizaciones en curso. • El 1 de enero de este año, entraron en vigor nuevas tasas médicas. Ir a urgencias cuesta 20 euros; una consulta ordinaria, cinco euros, y una cura de enfermería, hasta cuatro euros. El Gobierno calcula que unos seis millones de portugueses quedan exentos de pagar por la atención que reciban —embarazadas, enfermos crónicos, menores de 12 años y familias con ingresos mensuales inferiores a 600 euros— y que mediante el copago el Estado se ahorrará más de 100 millones de euros. • El 18 de enero, se aprueba una nueva reforma laboral que facilita el despido y recorta las vacaciones y los días libres. • El 22 de marzo tiene lugar la segunda huelga general en cuatro meses contra el Gobierno conservador de Pedro Passos Coelho; la anterior fue el 24 de noviembre de 2011. • El 7 de septiembre, el Gobierno anuncia un incremento de las cotizaciones a la Seguridad Social del 11% al 18%, lo que en la práctica supone que a partir de 2013 los trabajadores cobrarán un 7% menos. • El 15 de septiembre una manifestación de protesta contra los recortes convocada por los dos sindicatos mayoritarios reúne en las calles de numerosas ciudades del país a un millón de personas. En la celebrada en Lisboa se dan cita 600.000 manifestantes. • El 22 de septiembre, forzado por la amplia respuesta popular, el Gobierno da marcha atrás en algunas medidas y retira su proyecto de subir las cotizaciones sociales. Pensionistas y funcionarios con salarios superiores a 1.100 euros recuperarán una paga extra (había sido suprimida un año antes). • El 3 de octubre, el Ejecutivo que preside Passos Coelho anuncia una brutal subida de impuestos que compense el cancelado incremento de las cotizaciones sociales, con el objetivo de recaudar 4.000 millones de euros. El Gobierno aprueba una subida general del impuesto sobre la renta, con un promedio del 9,8% a un 13,2%. Se reducen los tramos del impuesto, de ocho a cinco, y se impone una sobretasa del 4%. • El 14 de noviembre tiene lugar una nueva huelga general contra la política de recortes, el tercer paro en 16 meses de Gobierno conservador, que logra paralizar el sector público y el transporte. El expresidente Mário Soares (socialista) lanza un manifiesto contra los recortes y la política económica de Passos Coelho titulado Cambio de rumbo. • Paralelamente, el Ejecutivo baraja nuevas medidas de ajuste para satisfacer las exigencias de la troika, ya que los indicadores económicos pronostican una caída del PIB del 3% para el año próximo. • El 12 de diciembre, el Gobierno conservador anuncia la futura rebaja en la indemnización por despido procedente: de los actuales 20 días de sueldo por año trabajado, en el futuro solo se pagarán 12 días por año. • Este año culminará con un rosario de privatizaciones de empresas públicas, con la aerolínea TAP, la radiotelevisión estatal y los aeropuertos como principales emblemas. El magnate Germán Efromovich ofrece 350 millones de euros por la compañía aérea de bandera, que arrastra una deuda de 1.200 millones, mientras que un grupo francés puja por hacerse con la gestión de los 10 aeropuertos del país.

 ☼ a primeira vez
Disse bem, o Redol: este texto vale para as muitas lutas que é preciso travar. 
A Greve Geral foi dia 14, mas este texto serve para toda a luta que temos pela frente! Saudações.  
A. Mota Redol 

Ao saltar da cama notou que o tinha feito de forma diferente. Mais confiante, sentiu uma leveza estranha e muito agradável. Num impulso repentino estava de pé e como nunca, bem disposto. Estava solidário. Os últimos dias tinham sido muito desgastantes, as incertezas, as dúvidas e os receios tinham-se apoderado de si. Pudera! A sua companheira trazia no ventre o primeiro fruto da recente união por eles celebrada. Ambos viviam com o salário dos contratos a prazo, que tinham conseguido numa empresa da zona. Não que tivessem muito a perder, mas era o único meio da sua subsistência. Ou talvez por isso, por desejarem para o rebento uma vida melhor. Mas uma greve é coisa séria e tal como todos os trabalhadores, assumir esta responsabilidade não se faz de ânimo leve. Não há trabalhador que se preze que a faça sem que a isso seja forçado e ele também não fugia à regra. Ao fazer a barba olhava para o espelho e notava algo de diferente dos dias anteriores, no rosto que tinha em sua frente os receios que o tornaram fechado e medroso tinham-se dissipado. Mais responsável, visualizava então um semblante alegre, confiante, com a felicidade de quem cumpriu o seu dever, de quem não se vergou ao medo ou de quem que por submissão, não se vendeu a troco de meras promessas económicas e conjunturais hipotecando definitivamente toda a dignidade de quem vive exclusivamente da venda da sua força de trabalho. Era de facto um início de dia com sensações diferentes, e ainda, conversando com o espelho, lembrava-se das mulheres das fábricas de tecidos em Nova Iorque que, em 1857 tinham sido assassinadas lutado pela redução do horário de trabalho das 16 para as 10 horas diárias, conquista comemorada todos os anos e em todo o Mundo no dia 8 de Março. Do monólogo vinham-lhe à ideia as lutas e greves dos trabalhadores do Baixo Ribatejo que na década de quarenta também por horários de trabalho mais baixos, melhores condições de vida e pelo Pão. Mais precisamente em 1942/44 quando a luta se tornou mais dura, e o Governo e a PIDE então, mandou prender e fechar centenas de trabalhadores dentro da praça de toiros de Vila Franca de Xira. A memória não o traiu e lembrou-se da saudosa Catarina Eufémia que em 1954 foi assassinada pela PIDE, quando encabeçando uma manifestação de apoio aos seus companheiros, juntava a sua luta à dos trabalhadores assalariados rurais do Alentejo. Todas estas recordações o empolgavam! Estava desejoso de chegar junto dos seus camaradas e antes do toque da sirene conversar com eles e transmitir-lhe todas estas sensações, era uma sensação de felicidade muito parecida com a que sentiu quando, também perdendo o medo e a vergonha, se declarou apaixonado à sua companheira. (Também no trabalho a componente “paixão” é importante, o sentimento de emancipação se não são iguais são pelo menos muito próximos). Havia porém algo que o intrigava: as mulheres de Nova Iorque, os trabalhadores do Baixo Ribatejo e os assalariados rurais do Alentejo não tinham, nas Constituições de então, consignado o direito à Greve. Eles não tinham a Greve como um direito! E concluía: Eles viam na Greve uma forma de luta, única e extrema para forçar os antagonistas à cedência para a qual ela era convocada. Na sua essência, a Greve em formas extremas é um dever. Por tudo isto ele estava mais rico, mais solidário e compreendeu que a sua luta não foi em vão, que os que o antecederam na América, no Baixo Ribatejo, no Alentejo ou em qualquer outra parte do Mundo continuam presentes e solidários connosco e que Catarina continua entre nós e bem VIVA. 
Rui Fonseca 10 de Outubro de 2006 
(Publicado no Águas Livres em 2006) 


  tachos na União Europeia

A vilania é irmã gémea do capital; e também não tem fronteiras… 
 A canalha alastra por todo o lado 
NÃO SE ESQUEÇAM...!!
QUANDO CHEGAR A ALTURA DE VOTAR, SEJAM LOGO DOS PRIMEIROS ... 
Foi aprovada reforma aos 50 anos com 9.000 (nove mil) euros por mês para os funcionários da UE.







dica do Ministério da Saúde 

... enfim, fazem-lhe tudo o que lhe quiserem fazer. Seja no aeroporto ou em qualquer sítio! A menos que… lute contra o autoritarismo exercido em nome – vejam lá! – da democracia. Ora viva a linguagem mistificadora…




      


escultura para o hall da Assembleia da República.  

Parece mentira mas é verdade.
A artista contemporânea portuguesa Joana Vasconcelos terminou a nova escultura para o hall da Assembleia da República, intitulada GÉNIO  PORTUGUÊS.
   
Não, não será caso para dizer que «vão todos pró candeeiro». É antes caso para dizer que vamos todos, digo, quase todos, pró… isso mesmo, conforme a imagem do candeeiro, dito assim, candidamente, por causa da falsa pudicícia.
 Será caso para dizer:
VÃO TODOS P'RÓ ... CANDEEIRO!...

Será mesmo verdade ou é brincadeira?
A. Mota Redol









ordinary people and government  
Este cartoon, que já todos conhecerão, é, de facto, um livro aberto. Diz tudo, ensina tudo. Só o absoluto da estupidez ou da malvadez podem impedir que se compreenda ou que se negue o que ele simboliza. No segundo caso temos o «government» e os seus representados, os donos do capital; no primeiro… bom, no primeiro basta olhar para trás, cá na nossa terra, até há 36 anos, e concluir quem tem mantido no poder, turno a turno, os que os exploram desalmadamente.

☼ Para os apreciadores da Mcdonald!

Vá! Encharquem-se na MCdonald, vá!

http://www.iestrj.org/materiais/textos/chef-jamie-oliver-vence-demanda-judicial-contra-mcdonalds/

☼ MAIS UM TACHO
OS MEUS PARABÉNS!!!! 
Os meus parabéns para o Exmo. Sr. Dr. JAIME MANUEL GONÇALVES RAMOS (PSD). Por dois-motivos-dois!!!!! 
Em primeiro lugar porque conseguiu, logo que saiu de Presidente da Câmara do Entroncamento, arranjar um "emprego" à sua medida como: “Presidente do Conselho de Administração da Fundação Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado”, esperando que o ordenado seja, pelo menos, do tamanho do nome da Fundação. Em segundo lugar por ver que o Senhor Ministro da Economia e Emprego, o ÁLVARO, como gosta de ser chamado, lhe reconhece o direito de ser doutor embora as suas habilitações literárias, como o próprio Ministro escreve, sejam: 3º ciclo liceal (deve ser assim no Canadá!) Se fossem gozar com a p.q.pariu !!!!! Leiam o anexo... 
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"O exemplo convence-nos mais do que as palavras.                                                       
Nada é tão contagioso como o exemplo.